Solavaya

de Rafael Cortijo

Eu também entrei na roda
Querendo cantar, girar, cirandar
Rodei o lenço
Pulei corda na mão direita o meu pé de jacarandá
Meu pé de jacarandá

Minha fieira rodou o pião
Queimada joguei até quando pude
Barra manteiga na fuça da nega meu olho é da cor de bolinha de gude
Meu olho é bolinha de gude

Bela senhora, oh Condessa!
Toda coberta de ouro e de prata
Passa, passa, passei por três vezes, rosa
Roseira no jardim da linda mulata
Rosa, roseira da mulata

Tirei o bolo da boca do forno, um na mula cobra cega
Joguei caxangá
Meu chicotinho queimou sem retorno
Rema remador, rema, rema, ré, marré
Rema, rema, ré, marré

A canoa já virou, caranguejo peixe é
O cravo brigou com a rosa
Porém já não briga mais

Foi-se embora magoado, ferido e tão pobre, pobre
Quem não escondeu
Não esconde mais
Não és conde nunca mais
Não é conde nunca mais

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